Workshop sobre TOC terá palestra de médico do CREB
Palestra sobre Terapia de Ondas de Choque
O reumatologista e fisiatra Antônio D’Almeida, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia – participará, como palestrante do V Workshop de Terapia por Ondas de Choque, dia 14 de abril, das 8h às 17h, no Hotel Rio Othon Palace, em Copacabana. A realização do curso é da Ecomed.
O Dr. Antônio falará sobre o tema “Minha experiência e como trato membros superiores”. Há convidados estrangeiros, com tradução simultânea. E haverá disponibilização de equipamentos Swiss Dolor Clast Classic e Swiss PiezoClast, para realização de aplicações. As inscrições podem ser feitas pelo link http://dolorclast.com.br/humano/html/v_workshop_inscricao.html
Espondilite anquilosante acomete principalmente homens na faixa dos 25 anos
Dor constante nas nádegas ou na coluna lombar, por mais de três meses, com rigidez nos locais doloridos pode ser um sintoma de uma patologia conhecida como espondilite anquilosante. “Trata-se de uma artropatia inflamatória crônica, autoimune, que acomete principalmente a coluna vertebral, a bacia, os quadris e os ombros. A espondilite também pode atingir o intestino, os rins, os ossos, o coração, os vasos sanguíneos e os olhos. Os homens são seis vezes mais afetados do que as mulheres”, explica o fisiatra e reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, Haim Maleh.
Segundo ele, as dores acontecem principalmente pela manhã e, ao contrário do que se possa imaginar, um período de repouso pode piorar o problema. “A prática de exercício físico é o melhor a fazer. A espondilite anquilosante aparece principalmente por volta dos 25 anos de idade, mas apesar de pouco comum também pode acometer jovens antes dos 16 anos e pessoas com mais de 45 anos. As mulheres geralmente apresentam um quadro clínico mais leve”, diz.
O médico do CREB esclarece que a doença possui predisposição genética e que além de fisioterapia e tratamento medicamentoso, algumas dicas devem ser seguidas pelos pacientes. “É preciso estar atento a alguns detalhes. O colchão utilizado, por exemplo, deve ser firme, sem depressões. Uma tábua pode ser usada entre o colchão e o estrado da cama. Atividade física regular também é muito importante. Ao menor sinal de dores, um especialista deve ser consultado, para que o diagnóstico seja determinado e o tratamento iniciado”, finaliza ele, realçando que a hidroterapia aumenta a capacidade pulmonar e a acupuntura auxilia no tratamento, ao lado da correção postural feita através do RPG.
Horas jogando videogame pode causar artrite em crianças e adolescentes
Reumatismo é uma doença da terceira idade. Essa é uma lenda que vem a cada dia se desfazendo: cada vez mais, os consultórios dos reumatologistas e fisiatras recebem a visita de crianças e adolescentes, que sofrem com as dores provenientes da artrite devido, principalmente, ao uso excessivo de videogames e telefones celulares. Tanto que o tema foi destaque da Reunião Anual da Liga Européia Contra o Reumatismo (Eular), que aconteceu entre os dias 25 e 28 de maio, em Londres.
“Crianças e adolescentes passam horas e horas jogando videogames como o Playstaion e também gastam muito de seu tempo livre navegando e utilizando os recursos do i-Phone. E essas atividades sem tempo discriminado estão causando reumatismo crônico nestes jovens. Antes, o reumatismo era considerado uma doença da terceira idade, mas cada vez mais recebemos em nossos consultórios crianças e adolescentes que se queixam de dores da tendinite ou dores articulares”, explica o reumatologista e fisiatra Haim Maleh, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
Segundo ele, a dor crônica aparece devido ao extremo esforço realizado por estes jovens, que fazem movimentos repetidos durante várias horas, com os controles dos videogames e celulares. “Na Europa discute-se, inclusive, a necessidade de se expor esse efeito colateral nas embalagens dos jogos, tamanho o problema. Pesquisas mostram que esses adolescentes jogam videogames por até sete horas, as vezes seguidas”, afirma o médico.
Na Inglaterra, pelo menos 90% das crianças com idade em torno dois oito anos têm ao menos um videogame. Os números devem ser semelhantes em países desenvolvidos. “Os danos causados às mãos, dedos e braços destes meninos, devido às extensas horas diante do videogame, podem ser comparados aos danos que afastam milhares de profissionais do seu local de trabalho. É preciso saber lidar com essa questão, que é relativamente nova.
Uma criança não pode passar tantas horas diante do videogame. Temos tido cada vez mais casos assim e recomendamos aos pais que tragam seus filhos ao consultório de um especialista ao menor sinal de dor constante”, finaliza o médico do CREB.
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